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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Versos para merecer

Foto: Adenor Gondim

adormeço ante estrelas
na malícia de querê-las
para ti num belo colar
não custa nada sonhar
cada segundinho com você
risco versos para merecer
um tempo maior contigo
ao som dum piano amigo
florecem melodias sutis
já não escondo qu'eu quis
ser meu canto teu abrigo

sábado, 5 de maio de 2012

Lady e a lua



calado o meu dizer
pelo encanto de ser
tão bela ante a lua
consumo a presença tua
lady cheia de charme
desperta algo que arde
entre a água e o vinho
uns toques de carinho
para atiçar o olhar
e o coração desejar
tê-la no meu caminho

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para saudar o guerreiro



nasci em São Jorge dos Ilhéus
meu coração é de Odé
eu também sou Jorge
o santo guerreiro,
na minha Bahia, é Oxóssi
caçador também sou
de uma flecha só
meu 23 de abril é nagô
e assim eu digo: Okê Arô!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Haikai Suave #1

Reprodução
Danae (1907), de Gustav Klimt

Você é tudo o que
Pode ser mesmo antes
Inclusive, apaixonante

terça-feira, 27 de março de 2012

Haikai pr'Ela #1


Sob a luz de Batatinha


Adoro o seu jeito
Dona tentação
E todo o seu contexto


#palavrasternas

sexta-feira, 2 de março de 2012

Dos sentimentos dos encantados #1

Assim como o coração é para o amor, as sextas-feiras são para Oxalá.
Retomo o exercício das letras neste terreir’eletrônico motivado pelo encontro com a Yayá do poema-canção que por ela esperava.
Se músico tarimbado fosse, um lindo arranjo faria. Desprovido de tal talento, sigo à capela desse sentimento. Èpa Bàbá!


Foto: Adenor Gondim




MANHÃ BRANCA



Acordei sorrindo
Manhã branca, sexta-feira
Minha almafesteira
Que é dia pra Oxalá


Rumpilés bateram
Iaô juntou o terreiro
Na magia do axé
Onde vou me encantar


E vai me ver     
iê, iô ô         
E vai me ver     
Vai, nega Yayá     


Cale o pensamento
E escute a canção
Ketu é minha nação
Salve o povo yorùbá


No meu coração odara,
A natureza ganha vida
O meu santo regozija
Êêêê, Épa Bàbá

E vai me ver       
iê, iô ô           
E vai me ver       
Vai, nega Yayá      


(Iniciada na manhã de 29/maio/09, sexta-feira...)

terça-feira, 8 de março de 2011

No dia d'Elas

Foto: Adenor Gondim/www.apenasbahia.blogger.com.br



A calhar com a chuva (da rainha dos raios) que caí em Beagá e o dia delas (que geram o mundo), um poemeto meu, antigo... mas que dedico a elas, que tornam a vida possível, mulheres!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Minha Ilhéus" ganha 2ª edição

(Clique na imagem para ver ampliada)


Na Academia de Letras de Ilhéus, hoje (23/12) mais à noitinha a partir das 18 horas, será lançada a segunda edição revista e ampliada do livro “Minha Ilhéus - Fotografias do Século XX e um pouco de nossa história”, de José Nazal Pacheco Soub.

Fotos: Acervo José Nazal
O "Ilhéos Hotel" e o velho cais
Sob o zelo editorial da Via Litterarum, a nova edição traz 42 páginas a mais com novos textos e fotos da cidade histórica, a princesinha do Sul da Bahia que um dia foi a Capitania Hereditária de São Jorge dos Ilhéus. 476 anos de existência. E haja história que Zé Nazal (meu tio admirado) retrata, com tamanho carinho dum filho que tem por sua mãe aquele amor indecifrável, as belezas de Ilhéus e o legado de seu povo grapiúna. Desde a fundação da capitania na época do Brasil colônia, entre histórias dos governos, diocese, fatos marcantes com imagens antológicas e saudosas da cidade que foi geografia pessoal de Jorge Amado em inúmeros romances. Feita, assim, a "Terra dos Sem Fim".

Avenida Dois de Julho no passado
Fotógrafo apaixonado pela terra natal, Nazal traz simetrias visuais entre o passado e o presente das paisagens e cenários de Ilhéus, revelando ainda importantes documentos de época, como noticiários de gazetas de outrora que hoje estão abrigados no Arquivo Público, no prédio do antigo Colégio General Osório.  

Não vou falar mais nada sobre “Minha Ilhéus”, pois nada do qu’eu disser é comparado à leitura deste livro fundamental para todo e qualquer cidadão ilheense ou amante da terra de Gabriela, cravo e canela. Clique aqui que é melhor.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Terreir'eletrônico de cara nova pra 2011 e cadê Exú?

Reprodução
"A Bahia", de Carybé, 1939
Ontem (21/12), noite cheia de lua como a porra, um céu lindo. E resolvo mudar a cara desse meu blog tão maltratado ultimamente. Longe de ser o Armengue Press que um dia foi, ainda tenho vontade de fazer as pazes com ele, pois sei que nele está a minha salvação. Eis que fui photoshopar. Escolher as imagens para fazer a "tarja-de-abre-caminho" do meu terreir'eletrônico. Uma imagem que não abro mão é essa foto linda do genial conterrâneo Adenor Gondim. Tomei a liberdade de versar a imagem do pequeno que, numa cidadezinha do interior da Bahia, faz levantar a poeira do chão de terra batida sonhando com seu cavalo imaginário, aquele amigo inseparável. Acredito que essa cena diz muito sobre mim, traz recordações inestimáveis.  Fitando-a, ela convida-me para um conto, que pretendo escrever logo logo.

Faltava algo para completar esse ARMENGUE. Aí, lembro do quadro "A Bahia", do "baianargentino" Carybé. Pintada em 1939, a obra retrata o que é essa mestiçagem cultural que resulta em nós, baianos. Tá lá o panteão d'África, dos rumpilés, iaôs, capoeira, negras lascivas de encontro com ibejis, malandros no jogo e a religiosidade e tradições europeizantes que revelam toda a magia, alegria, cultura, fé e festa que não saem das cucas daqueles sob o sol do paralelo 13. Eis... a Bahia!

Ao lançar sobre as imagens fundidas a logomarca feita pelo querido amigo e designer Rubem Filho, me pergunto: - oxe, cadê Exú?  E logo vi que ele já encontrou seu lugar, ali, à espreita, por detrás do "M" de Maria e, matreiramente, a fletar por baixo das vestes da Santa. Que danado!

Que nessa passagem, sigas na frente, meu cumpadre, desbravando comigo os caminhos. Comunicaremos e viveremos entre mundos & culturas. E, se a incompreensão é uma marca que carregamos juntos, laçaremos amanhã aos olhos incrédulos aquela pedra que acertará o passáro da dúvida, ontem. Laroiê!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Dona Solução reveja o meu caso com atenção"

"Ninguém sabe quem sou eu. Também já nem sei quem sou. Eu bem sei que o sofrimento de mim até se cansou. Na imitação da vida ninguém vai me superar...". Talequal um Cartola, um Nelson e Paulinho, Oscar da Penha, o Batatinha, da Ladeira da Preguiça para olimpo do samba. Da caixinha de fósforo, a poética tipográfica de sambas refinados na dor e verdade... Salve, Batata!

 

 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Poemeto pela minha passagem

dia dela, dia santo
festa na Bahia 
de Oxum e Conceição

dia meu, avanço
sigo a guia 
que ruma o coração