Reprodução
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| "A Bahia", de Carybé, 1939 |
Ontem (21/12), noite cheia de lua como a porra, um céu lindo. E resolvo mudar a cara desse meu blog tão maltratado ultimamente. Longe de ser o
Armengue Press que um dia foi, ainda tenho vontade de fazer as pazes com ele, pois sei que nele está a minha salvação. Eis que fui photoshopar. Escolher as imagens para fazer a "tarja-de-abre-caminho" do meu terreir'eletrônico. Uma imagem que não abro mão é essa foto linda do genial conterrâneo
Adenor Gondim. Tomei a liberdade de versar a imagem do pequeno que, numa cidadezinha do interior da Bahia, faz levantar a poeira do chão de terra batida sonhando com seu cavalo imaginário, aquele amigo inseparável. Acredito que essa cena diz muito sobre mim, traz recordações inestimáveis. Fitando-a, ela convida-me para um conto, que pretendo escrever logo logo.
Faltava algo para completar esse ARMENGUE. Aí, lembro do quadro "A Bahia", do "baianargentino" Carybé. Pintada em 1939, a obra retrata o que é essa mestiçagem cultural que resulta em nós, baianos. Tá lá o panteão d'África, dos rumpilés, iaôs, capoeira, negras lascivas de encontro com ibejis, malandros no jogo e a religiosidade e tradições europeizantes que revelam toda a magia, alegria, cultura, fé e festa que não saem das cucas daqueles sob o sol do paralelo 13. Eis... a Bahia!
Ao lançar sobre as imagens fundidas a logomarca feita pelo querido amigo e designer Rubem Filho, me pergunto: - oxe, cadê Exú? E logo vi que ele já encontrou seu lugar, ali, à espreita, por detrás do "M" de Maria e, matreiramente, a fletar por baixo das vestes da Santa. Que danado!
Que nessa passagem, sigas na frente, meu cumpadre, desbravando comigo os caminhos. Comunicaremos e viveremos entre mundos & culturas. E, se a incompreensão é uma marca que carregamos juntos, laçaremos amanhã aos olhos incrédulos aquela pedra que acertará o passáro da dúvida, ontem. Laroiê!